Eu olhei para trás e comecei a pensar se haviam mais escolhas das quais eu me orgulhava ou me arrependia. Eu sabia que muitas delas não tinham terminado bem; que algumas me custaram amizades e que outras me aproximaram de pessoas maravilhosas. Quando se coloca as duas consequências na balança, obviamente uma vai pesar mais do que a outra.
Eu escolhi que as decisões felizes deveriam ter um direito maior de permanecer em meu coração. Tudo bem que às vezes surgisse aquela culpa assombrosa por ter feito o que não deveria, por ter magoado alguém ou ter afastado pessoas especiais pelo simples fato de você ser quem é. Mas, espera, por ser quem eu sou?
No final, acabei decidindo que eu não poderia me culpar por isso. Meus erros são parte de quem sou, mesmo não me orgulhando deles. Eu nunca teria tido o senso de noção que hoje tenho se não tivesse pisado na bola uma ou duas vezes.
Acabei por decidir que as amizades quebradas e os romances desastrosos também faziam parte de mim. Como eu poderia valorizar aquele amigo maravilhoso se eu não tivesse tido uma dúzia de falsos amigos? Como eu saberia encontrar a pessoa certa se muitas outras não tivessem se mostrado as erradas?
Enfim, acabei aceitando ser quem sou, com todos os erros e todas as escolhas mal feitas. Eu era agradecida por isso. Pelas decepções, pelas lágrimas, pelos corações partidos. Todo um efeito borboleta seria provocado se eu optasse por uma única decisão diferente. E cá entre nós, longe de mim uma versão diferente dessa confusão encantadora que eu chamo de minha vida.
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