Ela olhava pra mim, mas logo desviava o olhar. Uma vez ou outra sorria e acenava. Me abraçava com a ternura que só uma criatura celestial é capaz. Acho que é isso o que ela é. Um anjo ou algo do tipo. Tão doce, e linda, e terna que me faz acreditar em divindades, porque essa é a única explicação para sua existência.
Quando ela sorria era como se uma ventania me abraçasse, só que eu não sentia medo. Eu me permitiria ser levada para longe por aquele temporal, se essa decisão me fosse cabível. E quando ela me abraçava, eu sentia que poderia partir naquele momento porque o máximo de amor possível a um ser já havia me sido concedido.
Nunca fui fã de poesia ou de textos piegas, mas sobre ela eu poderia escrever um livro. Pena que o mesmo vento bondoso que a trouxe para mim, transformou-se em impiedoso ao levá-la para tão longe. Dói não ver o seu sorriso, mas a imagem que tenho em minha mente é tão vívida e linda que torna-se suficiente para me fazer amá-la a cada instante, a cada amanhecer, a cada ventania.
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